Mas nunca eu pensei que as batalhas, deixam rasto na vida. Deixam destroços. Em todos os sentidos e mais alguns. E quando queremos pegar no presente para lutar por aquele futuro que sempre quisemos, esses estragos impedem nos.
O tempo que perdemos a lutar, a cair e levantar, os soldados que precisamos connosco, tudo isto deixa a suposta vencedora no chão novamente.
"Mas tu venceste! Porque estás assim?"
Porque nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma. E o facto é que eu pensava que tinha ganho, quando neste momento percebo, a guerra ainda não acabou, e ainda falta muito para o golpe final.
Estou fraca, preciso de descansar quando não posso, preciso de força quando não a tenho, e preciso de paz quando não a encontro. Por vezes os que nos ajeitam a armadura também nos dão um pontapé nas pernas. E mais uma vez, isso magoa, muito mais que mil soldados a combater comigo.
Caí. Levantei me. E olho em minha frente e vejo toda uma nova batalha a vir em minha direção, agora está nas minhas mãos. Ou sou lutadora outra vez, ou fecho os olhos e deixo os vencer.
A questão é que de uma maneira ou de outra, quem sai sempre magoada sou eu. E que mesmo no fim de travar uma das maiores batalhas da minha vida, sou eu que estou na porcaria outra vez."
