Devo dizer que esta é a carta que menos queria fazer, porque tenho medo do que vá acontecer após a leres, mas duvido que isso vai acontecer, por isso aqui vai ela.
Muito sinceramente, não sei que te dizer, poderia perguntar-te tanta coisa, podia perguntar-te porque é que aqui sentada nesta cadeira, quando penso em ti, sinto um vazio, sinto que não estás aqui como costumavas estar. O modo com falas comigo, as tuas brincadeiras, as cócegas que me costumavas fazer, os sorrisos, os abraços, tudo mudou… Sinto que te afastaste de mim, que passas-te duma presença tão importante na minha vida para uma pessoa que fala comigo pouco mais do que “é preciso”, e acredita isso dói, mas com o tempo tudo se cura. Agora pergunto-me, será que a culpa é toda tua? Óbvio que não, acho que tanto culpado és tu como eu, acho que te afastaste de mim com medo que pudesse pensar que queres mais do que na realidade queres, mas eu também fiz o mesmo, afastei-me de ti pela mesma razão. E agora? O que vai acontecer? Vamos continuar assim? Ou vamos ficar cada vez mais distantes? Por favor isso não, eu não estou magoada contigo nem vou ficar por causa desta paixoneta maluca, mas não me peças para sorrir quando não é possível. Mas uma coisa quero-te dizer, independente do que fizeste, do que fazes ou do que vais fazer, tu és meu amigo, e acredita eu estou sempre aqui, como para qualquer outro amigo.Acho melhor não continuar porque então não conseguiria parar, mas só te quero dizer que gosto muito de ti do fundo do coração e se pudesse pedir um único desejo neste momento seria que não te quero perder por nada deste mundo. Tu és querido, tu és das pessoas mais divertidas que conheço, tu és especial, tu és tu, e por isso mesmo só te quero ver feliz de que maneira for.
Grande beijinho da tua sempre amiga,
Marta.
(Sei que não está nada de especial, mas fui muito honesta em cada palavra que disse, mas muito sinceramente, as palavras são tão poucas para tanta coisa que não consegui descrever melhor o que sinto.)

