Olá queridos leitores...
Há quanto tempo eu não "falo" directamente para
vocês!
Confesso que ultimamente não tenho tido tempo mesmo nenhum
para actualizar este meu cantinho. Tanta coisa á minha volta: a pressão da
escola, aqueles problemas quando o teu corpo anda meio maluco, aproveitar
todos os momentos com aquelas pessoas que gosto tanto... São coisas que
(felizmente por um lado) me deixam sem tempo nenhum.
Bom, mas o que eu queria falar era de outro assunto... Aqui
vos deixo mais um dos "Simples pensamentos..." que me parece bastante
oportuno 'postar' agora. (Mais uma coisa... Deixo no fim do texto uma música que me inspirou a escrever este texto. GRANDE BEIJINHO! ;D )
"Num impulso fecho aquele caderno forrado de ganga, carregado
de memórias, que fazia escorrer uma lágrima pelo meu rosto...
Um caderno que me acompanhou durante anos, e que me fizeram
tal e qual como sou agora.
De repente, uma folha solta cai para cima da cama e num
impulso agarro-a com a palma da mão. Dobrada, cuidadosamente, em quatro partes
iguais, que quando abertas, libertavam um agradável aroma a rosas que me fazia
retomar aos sonhos de 'adolescente'...
'- Quero ter um rapaz que me chame de parte, sussurre o meu
nome ao meu ouvido, que procure a minha mão com a dele, e que me olhe nos
olhos e diga: És tu. Tu és a tal.
Um rapaz que sorria quando me vê no fundo do corredor;
alguém que seja capaz de não largar a minha mão, puxando-me para perto do seu
grupo de amigos e que tenha a coragem de dizer: Pessoal, esta é ela, a minha
namorada; um rapaz que me abrace só para sentir de novo o meu perfume; um rapaz
que arranje as desculpas mais esfarrapadas para a mãe dele só para ficar mais
dois minutos perto de mim; um rapaz que goste de mim, um homem que me ame.'
Será que eu era assim tão ingénua que me deixei sonhar desta
maneira? Ou que conhecia tão mal o sexo oposto, de tal maneira, que pedia para 'ter' um ser humano que é inexistente ou então uma raridade? Eu penso que
não... Porque depois de todos estes anos continuo a ser a mesma menina, num
corpo de mulher, com os mesmos sonhos num coração mais amadurecido... Será que
sou criança por ainda desejar ter um 'príncipe'? Não, mas já experimentei viver
no mundo dos adultos e aprendi que nem as verdadeiras rainhas conseguem encontrar o seu 'rei'.
Por isso mesmo, vou continuar a procurar, incessantemente, por
aquele rapaz que me toque no ombro e, sussurrando ao meu ouvido, me pergunte: 'És tu? És
tu a tal?' "
