O espaço que nos separa?

Um dos assuntos mais polémicos quando falamos de amor. Um dos fatores que mais assusta uma pessoa, em qualquer viagem que faça. Um dos aspetos que mais dói aos universitários, mesmo que não o confessem, e aos imigrantes, aqueles que o admitem a si mesmos.
A distância, o amor à distância.
Se é possível? Bom para mim tem sido uma realidade bem possível.
Fácil? Não, mas o que é fácil num relacionamento?
Eu mesmo assim sou a sortuda que estou só a uma hora e meia, uma chamada, uma mensagem, daqueles que me preenchem o coração.
Mas e na era do romantismo puro, em que o amor e a saudade transbordavam nas cartas que os nossos avós e o resto de antepassados, enviavam pelas mais variadas razões? E as mães e esposas que com os olhos inundados de angústia, acenam aos seus homens que vão para fora a lutar pela vida o nosso país não pode dar? Ou os filhos que crescem com os pais mesmo que com oceano a separá-los? Ou aquele amigo que está mais longe do que gostávamos que estivesse?
Pelas mais variadas razões estas pessoas, que são tantas, não estão apenas a uma hora e meia, nem mensagem ou chamada de distância.
Seja pela falta de meios para viajar, pelo fuso horário que troca as mensagens às horas erradas, ou pelas chamadas que tendem a cair.
Esta é toda uma realidade bem maior.
Mas num namoro, em que o contacto, o diálogo, o tacto, os olhares são formas indespensáveis de conhecer o outro. E são os grandes oceanos que separam duas pessoas apaixonadas.
Claro que comparando com todas as outras histórias reais que falei, alguns quilómetros entre jovens adultos parece algo insignificante.
Mas não é. Porque existe sempre o mesmo factor. A porcaria da distância. Seja ela 10 ou 10000 km. Ela separa corpos. Mas nunca corações.
Então é possivel? É sim e existe solução nas minhas relações, sejam familiares, amizade ou namoro. Nunca deixar a distância separar mais do que dois corpos.


"Sou uma das sortudas confesso..."

"Na realidade desde que me lembro de começar a tornar me mais adulta, posso dizer que sim, sempre soube o quis da minha vida.
Queria ajudar as pessoas, da maneira que mais gosto, através do diálogo e de todas outras formas de comunicação que vêm do coração. Sempre quis mudar para uma grande cidade, para atingir os meus sonhos que eram do mesmo tamanho. E sempre soube que instituição queria que se tornasse a minha segunda casa. 
Curiosamente quando criei o meu primeiro cantinho da escrita, quando era a RaparigaDosOlhosFalantes (que saudades deste nome!) o meu sonho era viver, estar e estudar onde estou. 
Também tinha o sonho de encontrar um príncipe encantado por esta altura, viver com a minha miguita de infância (e conquistar mos Lisboa juntas!), fazer amizades para a vida por aqui, e acima de tudo ter uma família cada vez maior e ser feliz.
Posso dizer que sou tão realizada neste momento! Claro que como tudo na vida, os meus sonhos foram mudando de forma, e de vontade, mas voltaram a ser como sempre foram. 
Sou uma das sortudas confesso. E sim agradeço por isso todos os dias. Cada momento que passei por cima da calçada lisboeta ou vivo uma aula, por estar realmente a aprender sobre a vida. Agradeço. Finalmente aceito que sou a sortuda que tem duas casas, duas famílias, e não sou mais a que quer fugir de uma e refugiar se na outra. Eu sou assim, esta é a minha vida neste momento, e eu não mudaria nem uma vírgula da minha história.
A vida sorriu me tanto até agora que a única coisa que posso fazer, é genuinamente sorrir de volta. Seguir este caminho que Ele escolheu para mim e continuar a lutar por o merecer.
Podem me chamar ingénua, sonhadora, imatura, por pensar desta maneira. Mas... Eu cada dia que saio da porta existe um sol a brilhar, existe uma imensidão azul por cima de mim e uns olhos alegres, mesmo que meio fechados do sono. Como me posso queixar?
Não me foi tudo dado nem oferecido. Mas a vida sim foi me dada, e eu não vou desperdiça-la nem vou passa-la a queixar-me de mínimas coisas que também não estão perfeitas. Simplesmente quero viver! Nunca quis tanto viver, como deve de ser.
Nem todos os dias assim são tão brilhantes claro que não, ás vezes há chuva e há que ter que se abrigar. Mas é aí que os abraços mais quentes do meu amor, as vozes dos pais, os risos dos manos, e as conversas dos amigos sabem ainda melhor. Porque estamos todos aqui uns para os outros, e isso é tão bom. 
Por isso mesmo num dia de chuva, rasga o teu melhor sorriso e com umas galochas, brinca com as poças de água que percorrem o teu chão. Aceita a vida de todas as suas formas, "a vida que segue e não espera pela gente" APROVEITA-A!"

E neste ano...

Agora que restam cerca de 3 dias deste ano, relembro tudo o que vivi.
Com um começo sereno, não previa o que aí vinha nos próximos meses. Tempo de batalha, que tanto durou. Voltei á estaca zero na minha vida, e com a ajuda dos mais importantes da minha vida, passo a passo renasci de novo.
Não foi fácil, doeu tanto quando finalmente me aceitei e assumi que precisava de mudar. Foi um acordar para o vazio. Não tinha esperança de voltar a ser a mesma menina feliz, mas a vontade de mudar e de recomeçar era tanta, que quando abri um bocadinho os olhos e espreitei a luz, nunca mais os voltei a fechar.
Sinto que voltei a aprender a viver, fui passando do meu refúgio, para o meu porto seguro com aqueles que me protegiam, para procurar a minha luz de novo, e finalmente voltei me para o mundo de novo. E a sensação de liberdade foi tão gloriosa, como ver uma nova vida a vir ao mundo. O sorriso de menina tinha voltado. Sentia que podia voar!
Ultrapassada esta pequena barreira, o meu ano não poderia ter sido melhor, vi a minha irmã realizar dois dos maiores sonhos da vida dela, e graças a ela, ganhei um irmão para a vida e conheci algo que nunca imaginei que fosse tão brutal. Ser tia. Que é talvez uma das coisas que mais gosto da vida.
Vi projectos que eram a minha vida, acabarem-se, pela fraqueza de seres humanos perdidos. Vi amizades a desvanecerem se e outras a crescer. Conheci tanta gente e tão importantes já. Mas acima de tudo, a luz que tinha dentro de mim cresceu, porque com Fé e com esperança, tudo se passa.
Só peço que no próximo ano, leve comigo esta sabedoria que adquiri com a vida, leve a Fé, a esperança, e consiga retribuir todo o amor que me deram este ano. Quando era mais nova, ainda o ano passado, pedia os 12 desejos ao comer as tradicionais passas com muito esforço á meia noite, com esperança de conseguir coisas que agora parecem tão banais. Para o próximo ano só peço saúde, não só para mim, mas para todos, e só peço que continue rodeada de Amor, porque se estiver, vou continuar feliz!
Revendo, não foi um ano definitivamente fácil, talvez dos mais difíceis, mas cresci e aprendi TANTO, que valeu a pena.

Crónicas de uma amante de um bom filme e pipocas salgadas!

Bom, posso já dizer que não sou uma expert em filmes ou algo do género, nada disso! Até sou um pouco esquisita com os tipos de filmes (Não suporto terror!). Mas gosto realmente dum bom filme, que no "The End" me faça sorrir, ou chorar, ou então chorar a rir!
Como este ano ando a aproveitar a minha cidade, para não ser só estudar e afogar me no meio de tantos artigos, tenho feito algumas coisas novas. Como uma ida ao cinema de vez em quando, permitido pelos descontos que felizmente os tarifários do telemóvel nos fornecem, com amigos, com o namorado ou mesmo sozinha (Admito que gosto mesmo de ir ver sozinha para chorar a vontade sem gozarem comigo!)
Então hoje venho começar estas crónicas (nada profissionais, repito!) com um filme que tinha tudo para prometer um bom sorriso meu no final.
"The Intern" traduzido para as bilheteiras portuguesas como "O estagiário".
Um filme escrito e dirigido pela mesma grande mulher que deu vida a outros dos meus filmes preferidos, falo de Nancy Meyers. A directora de filmes como "The Holiday" (Que para além de envolver amor, o Natal e paisagens lindas, tem uma banda sonora que me cativou completamente!) e "It´s complicated" (Fala de relações, e que é possível reencontrar o amor, quando se ultrapassa verdadeiramente um casamento falhado, com uma excelente dose de comédia e uma das minhas actrizes favoritas, a maravilhosa Merly Streep!), entre outros grandes sucessos.
Confesso quando vi o cartaz do filme, após ter ido ver o filme "A família Belier" (Que vou falar noutra crónica!), fiquei com as expectativas altíssimas. Dois protagonistas, dois grandes actores, Anne Hathaway e Robert De Niro. Só outra das minhas actrizes preferidas ao lado duma dos grandes nome de Hollywood!
Lá vou eu sozinha, numa bela terça feira, ver este filme, que tanto prometia. O filme conta história de um homem Ben (Robert De Niro) com os seus 70 anos, que faz de tudo para preencher a sua vida após se reformar e perder a sua amada mulher. É então que surge a oportunidade de ser estagiário na empresa de Jules, que a começou por ela e transformou-se numa industria dum site de moda com mais de 200 empregados. 
Claro que com esta idade não é o mais normal as empresas contratem "seniores na vida" como dizem no filme, daí torná-lo tão especial. Temos uma mistura deliciosa de gerações e transmissão de conhecimentos, uma verdadeira luta pela emancipação feminina, uma verdadeira amizade entre um Homem e uma Mulher e um filme sobre como cultivar as mais variadas relações na nossa vida.
Eu admito que sorri fortemente, quando os créditos do filme passavam no ecrã. Tinha superado as minhas expectativas. Fez me sorrir, chorar, enternecer-me completamente e pensar em tantas coisas.
Confesso que gostei tanto, que já o vi uma segunda vez no cinema, e aí chorei baba e ranho, porque estava completamente apaixonada pelo filme! :D
Um filme com um lema, que nunca é tarde para viver a vida, e que ser reformado não significa ficar sentado, mas sim uma boa oportunidade de partilhar ensinamentos da vida! Na minha opinião será uma pontuação de  10/10 (Perfeito!) daí ser o tema da minha primeira crónica.
Não é definitivamente para todos os gostos, mas é um filme para todas idades, que promete uma boa hora e meia leve e engraçada.
Guardo algumas das minhas frases preferidas como:

" Jules: - É em momentos como estes, em que sabes que tens alguém em que podes contar, porque és o meu...
Ben: - Estagiário.
Jules: - Bom eu ia dizer, estagiário/ melhor amigo"

"Ben: A reforma é , um esforço incansável de criatividade. Já tentei yoga, aulas de cozinha, comprar plantas, tive aulas de mandarim. Acredite em mim , eu já tentei de tudo. Eu só sei que há um buraco na minha vida e eu preciso preenchê-lo ... em breve."

Aqueles amigos, que eu gosto tanto...

Com tecnologia do Blogger.

Apenas sonhos de criança...

  • *Poder ver o LM a singrar no mundo da música tal como merece*
  • *Encontrar a Lea Michele algures na minha viagem á América*
  • *Conhecer o Ethan Peck num passeio em Los Angeles*
  • *Participar no Glee*
  • *Poder apertar as bochechinas do João Manzarra*
  • *Ser entrevistada pelo Daniel Oliveira no Alta Definição*
  • *Visitar New York; Londres; Grécia; Açores*
  • *Voltar a Itália e a Paris*
  • *Lançar um livro dos 6 que já comecei*
  • *Ter amigos verdadeiros para sempre*
  • *Ter sempre a minha família a meu lado*
  • *Nunca me desviar dos valores que os meus "velhotes" me deram*
  • *Ter cachopos para aturar e me aturarem a mim*
  • *Conseguir trabalhar num local que me encha de vontade, todos os dias, para ir trabalhar*
  • *Ter uma pequena casa*
  • *Casar-me para quando for velhinha ter alguém para me aturar*
  • *Ver o pedido de casamento que o meu amor me vai fazer*
  • *Encontrar o amor verdadeiro* - DONE!
  • *Fazer a licenciatura no curso que eu quero e não o que me vai dar emprego*
  • *Entrar para a Universidade com média de 16* - QUASE DONE! :P
  • *Acabar o secundário* - DONE!
  • *Ter um daqueles romances estúpidos de verão* - *Ter um romance de Natal* - DONE!
  • *Ser eu própria*
  • *Ser feliz*
  • *Ver o meu blog a chegar muito longe*

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